Era para ser somente mais um dia de aula. Jovens, quase crianças, pré adolescentes chegam. Entram na sala como fazem todos os dias. Sentam-se, conversando animadamente. Alguns estão na porta esperando a chegada da professora. Conversam animados, planejando aniversários, viagens, mostrando fotos de seus celulares e comentando sobre a aula que logo iria começar.
A professora chega e inicia a aula. Logo adentra um jovem, dizendo que vai dar um depoimento, espera que todos entrem. Coloca uma mochila sobre a mesa, Olhares indagadores em direção a ele. De costas para a classe, tira dois revólveres e começa a atirar contra os estudantes. As crianças correm para se livrar dos tiros. O psicopata enlouquece de vez e, com um meio sorriso no rosto, dispara para todos os lados. Gritos de pavor! Crianças caindo, com tiros na cabeça, no abdômem, sala ensanguentada, carteiras reviradas. Dona Maria acabara de chegar em sua casa, havia deixando a neta na escola, ia pegar a sacola para fazer umas compras para o almoço. Pais e mães que se dirigiam ao trabalho, havia a pouco despedido de seus filhos. Mal sabiam que suas crianças estavam lá, à mercê da peçonha desse assassino. Ele troca a munição com rapidez e continua a matança. Crianças levando tiros na cabeça, mochilas cheias de sangue, jovens agonizando, lutando pela vida. Alguns conseguem ligar para suas mães e, gritando ao telefone, diziam que um moço estava matando todo mundo! Projéteis no chão, carteiras caídas.
Notícias começam a pipocar aqui e ali. Um menino leva um tiro no rosto e, mesmo ferido, juntou as forças que tinha e foi pedir ajuda. Chegam os policiais, o rapaz, depois de efetuar disparos em duas salas cheias de crianças e jovens, se dirige agora ao segunda andar, quando é atingido pela policial. Ele cai. Sem poder continuar sua via de morte, ele dispara em sua própria cabeça. População atônita que vai chegando e se amontoando em frente à escola.
De repente, no meio daquela multidão que entre gritos e lágrimas, chamam pelo nome de seus filhos, começam a aparecer figuras de outros seres. São os celestiais. Todas essas pessoas - as famílias e os jovens feridos -, ficaram rodeadas de jovens, altos e formosos. A realidade real e a realidade mística, juntas, unidas pela dor. Esses serem estavam em todos os lugares: dentro da escola e fora, na calçadas, nas ruas e arredores.. Tinham semblantes radiantes, formosíssimos e se debruçavas sobre os mais feridos.
Aqueles que lutavam contra a morte, de repente viram esses seres, que, delicadamente tocavam suas feridas e di
ziam: "A paz esteja contigo! Vou curar suas feridas." Algumas crianças começaram a ouvir canções celestiais e, como por encanto, a dor, o pavor da morte, o medo do desconhecido foram dando lugar a um encantamento pelo mundo que começava a se descortinar diante deles. Sorriam uns para os outros e diziam : "Veja, não sinto mais dor!" Alguns se levantavam e eram guiados pelos anjos, outros eram carregados, não porque sentiam dores mas era tão grande a alegria que sentiam que estavam entregues àquela realidade majestosa!
ziam: "A paz esteja contigo! Vou curar suas feridas." Algumas crianças começaram a ouvir canções celestiais e, como por encanto, a dor, o pavor da morte, o medo do desconhecido foram dando lugar a um encantamento pelo mundo que começava a se descortinar diante deles. Sorriam uns para os outros e diziam : "Veja, não sinto mais dor!" Alguns se levantavam e eram guiados pelos anjos, outros eram carregados, não porque sentiam dores mas era tão grande a alegria que sentiam que estavam entregues àquela realidade majestosa!
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