sexta-feira, 3 de junho de 2011

A FAMÍLIA É COMO UM CORAÇÃO















Passei um tempo fora de minha vida para cuidar de minha filha que teve um lindo bebê. Larguei tudo mesmo, me desloquei até de cidade: por um bom tempo nada de Internet, facebook, nem pensar se marido e o filho estão se virando bem, mudar da agitação de São Paulo para uma pacata cidade do Interior. Engraçado, mudar de rotina de papéis para fogão, roupas de criança no varal, bebês chorando (e quase havia me esquecido como é levantar a qualquer hora da noite, caindo de sono, para ver se o bebê está coberto, ver se está acordando ou se está molhado) - é claro que a maior parte dessas atividades eram de minha filha mas eu ficava por perto, como suporte além do que haviam dois outros pequenos que tinham suas necessidades específicas. Ficar por ali, meio na sombra, sem querer atrapalhar a vida da família porque é claro, cada família tem o seu ritmo próprio. Sentir um aperto no coração ao vê-la com dores no peito - na hora de amamentar -, dor nas costas, aí toma remédio e fica ruim com dor no estômago, caindo de cansada, de madrugada, mas tá na hora de amamentar e é só ela mesma ninguém pode fazer nada quanto a isso. Tem hora que tem que largar o bebê e ficar com os outros que pedem sua atenção. Todas que foram mães já passaram por isso. Parece que aquilo nunca vai acabar, que as dores não vão passar, que o sono nunca mais será suficiente...Mas depois tudo entra nos eixos novamente. É claro que tem as coisas boas, que não são mensuráveis e que fazem com que tudo valha a pena no final das contas. Eu acho que a família é como um coração, que bate num só compasso, um compasso cheio de melodia. O que descansava meu espírito é quando eu não pude estar com ela, lá estavam ora minha irmã Ana, que é a outra mãe que ela teve como também sua sogra-mãe Jurema, que a socorre a qualquer momento. Eu digo que ela tem sorte pois tem três mães quando algumas não tem nenhuma.






Os filhos sabem que vivemos para eles - eu, além de meus filhos carnais tenho vários filhos do coração que Deus foi colocando em minha vida. Às vezes vão para longe do ninho mas sempre voltam para contar de suas conquistas, lutas e alegrias. Uma vez recebi uma mensagem que diz que o filho predileto é aquele que está longe. É verdade, quando está à nossa vista já podemos socorrê-lo antes que caia. Então todos são os meus prediletos pois os carrego todos no coração.






Enfim, já na rotina de minha vida, cuidando de meu pequeno reino novamente - trazendo a saudade em meu coração - me deparo hoje de manhã, com uma mensagem em meu celular, a qual me deixou emocionada: minha filha me passou um torpedo às 4 horas da manhã, hora que ela poderia correr para dormir um pouco mais e refazer as forças para um novo dia que será muito corrido, enfim, não precisava mas ela quis me agradecer dos dias que passamos juntas, comendo bolo de mandioca, de fubá, tomando suco de limão. São pequenas coisas que nos fortalecem para as batalhas da vida. Coisas que fazem com que nossos corações possam bater no mesmo ritmo e nossos olhares se voltem para a mesma direção. É a família que segura nosso emocional quando estamos em perigo ou pensamos que vamos sucumbir. É a família que nos fortalece e coloca em nós as armaduras para os combates da vida. Como é bom ter uma família que se ama! Como é bom podermos gastar nossas vidas pelo amor.





Assim é a vida e gostaria de deixar a foto das duas aqui: da mãe e da filha. Não me perguntem qual delas eu acho mais linda...sou suspeitíssima! E alguns ainda dizem que viver não vale a pena.





Para terminar deixo um pensamento de Benjamim Franklin: "O tempo é o material do qual a vida é feita."





Espero um dia, muitos anos há frente, minha filha colocar mais uma foto aqui.






















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